A mulher que erra acorda todos os dias tentando acertar.

Ela cuida. Ela estuda. Ela aprende.

Ela acredita piamente que hoje será um dia diferente.

Que hoje ela é muito mais sábia, muito melhor do que ontem.

E que hoje, ela não vai errar. Não mais, não do mesmo jeito.

A mulher que erra se arrepende, e se percebe no vórtice da dor.

No segundo da distração.

Erros são distrações. Erros são distrações?

A mulher que erra está o tempo todo curando culpas.

Culpas verdadeiras. Culpas impostas.

A mulher que erra está o tempo todo com boa intenção.

Ela trabalha pelo acerto. Pelo outro. Pelo bem. Pela luz.

Mas ela erra. Ela aprende, acerta e erra.

Ela chora pela incompreensão do outro. Ela chora pela intolerância do outro. Pela ausência do outro.

Mas ela compreende que o outro é ela mesma.

Que o externo está tentando apontar sua alma.

Sua Linda Alma.

A mulher que erra, cuida. Ama. Acolhe. Vive. Sorri. Empodera. Move. Age. Grita em silêncio. Se socorre sozinha. Clama por atenção.

A mulher que erra é sagrada!

A mulher que erra é um diamante bruto. Valioso. Bonito em essência. Brilhante em cada milímetro.

A mulher que erra, aprende. Ela é cíclica, e percebe o sagrado nas nuances, nos contrastes.

A mulher que erra é perfeita, pois dentro desse mar com ondas agitadíssimas, ela carrega um oceano de paz.

A mulher que erra é perfeita. Ela deseja que o mundo veja sua perfeição. Mas se contenta em despertar a perfeição do mundo.

Adriana Souza

 

 

Adriana Souza é Coach de Corpo e Alma e Especialista em Florais de Bach.