Minha linda família Hoje Eu Me Sinto!

Tomei muito cuidado antes de dar vida a esse texto, pois sei que cada um de nós lê a vida através das próprias experiências. Minha intenção, ao trazer luz à esse relato, é tocar o coração de quem precisar ser tocado!

Viver a experiência de gerar uma vida é a mistura mais louca, que nem em minha fantasia mais brilhante, eu poderia imaginar a imensidão desses sentimentos!

Acredito que tudo na vida aparece dessa forma. Idealizamos de um jeito. Nos preparamos incansavelmente. Mas quando acontece… é tudo diferente! Nem melhor, nem pior. Apenas diferente.

Posso preparar uma série especial sobre maternidade, caso parte da nossa família tenha interesse. (me escreva se for o caso!!!) Mas hoje o texto vai muito além disso. Não quero falar sobre ser mãe, quero falar sobre ser filha.

Como vocês sabem, minha mãe desencarnou quando eu tinha 10 anos. Obviamente, “perder“ alguém que amamos tanto, em qualquer momento da vida, dói. E dói para sempre, só que de formas diferentes. A gente vai aprendendo a ressignificar a vida.

Sempre passamos por repetições. A lição uma vez aprendida, aparece em outros formatos. Não porque somos repetentes! Mas porque essa é a vida! Estamos experimentando e transformando tudo ao nosso redor.

A maternidade é um momento lindo para muitas mulheres. E é um momento de terror para outras. Cada uma com sua vivência, ao seu modo, no seu tempo. O fato é que a vida continua.

A vida continua após qualquer tipo de experiência. Não ha certo, nem errado. O fato é que a vida vai continuar, independente da interpretação que damos à situação.

A minha experiência, desde a passagem da minha mãe, tem sido uma montanha russa! Imagino que, no seu caso também, né?

Vim de uma família espírita, que acredita na continuidade da vida. Sou grata por isso. Hoje, não tenho nenhuma religião, mas essa base me ajudou muito quando eu era criança, e ajuda até hoje.

Vim de um núcleo muito amoroso, tive a sorte de ter um pai incrível, de ganhar uma nova família, de encontrar o amor da minha vida bem cedo, e de ter um Ego que permite todos esses aprendizados (nem sempre com leveza e/ou receptividade rsrsrs) mas de certa forma, meu Ego e minha Alma aprendem, diariamente, a ser bons amigos!

Eu sou muito grata por tudo que vivi, sou mais grata ainda por, de algum jeito, ter combinado lá no astral de vir para esse mundo através de um Anjo. Ok, nossas mães são Anjos para a maioria de nós! Mas eu sei que ela era diferente. Uma mulher linda, engraçada, vivia sua individualidade como ninguém, e vivia a maternidade com todo o seu amor. Fui sua única filha. Tínhamos muitos planos! Éramos (somos) muito amigas. Mas a vida precisou acontecer. E todos os nossos planos acabaram ficando como lembranças… possibilidades…. Eu sei que a vida continua, tenho certeza disso. Mas quando somos humanos, quando estamos encarnados aqui nessa existência, sentimos falta de experiências físicas.

Gerar uma vida é uma experiência inexplicável. Em alguns momentos você se sente Deus. Em outros… sente que está fazendo, absolutamente, tudo errado!

Como qualquer experiência na vida, sentimos vontade de compartilhar essas emoções, esses medos, com quem amamos. E mais ainda, sentimos vontade de compartilhar com pessoas que já passaram por experiências parecidas, pessoas que não venham com discursos de soluções, mas sim aqueles que nos olham nos olhos com amor, apenas prontos a acolher nossa dor, sem nenhum julgamento.

E nesses momentos, gerar uma vida “longe“ de sua progenitora, é um desafio. Claro que cada mulher sofre suas angústias, independente de estar ou não perto de suas mães! Mas aqui falo da minha dor. Uma dor que é acalmada pela minha Alma. Uma dor que é substituída por amor, pois sei que minha mãe cuida de mim, de perto, mas em outra dimensão. Uma dor que é substituída pela bênção de viver essa experiência. De sentir um amor que cresce a cada dia. Que no início, vem com bastante julgamento (o social entra em nós, mesmo tomando cuidado!), mas que com o passar dos dias… das sensações… das vivências, transforma absolutamente tudo… se assim permitirmos!

Queridos, talvez hoje eu não venha com nenhuma solução! Nenhuma “lição“! Gostaria apenas de dizer que, assim como vocês, também passo pelos desafios da vida. Se existe uma coisa que aprendi, e que de longe foi o aprendizado mais importante de todos, é que posso ESCOLHER COMO INTERPRETAR as situações que a vida me traz. Eu sinto muita saudade da minha mãe. Sinto muito por não ter podido viver uma experiência terrena longa ao lado dela. Sinto muita tristeza por não poder compartilhar esses momentos com um simples café (embora eu saiba que posso, porque ela está ao meu lado de certa forma). Mas nosso Ego sente falta dessas coisas! A dor está aqui, mas eu aprendo a ressignificar, e eu sei que tudo está certo, exatamente, como está. E a gratidão alimenta a vida, cuidando dessa dor com todo o amor do mundo.

Caso você esteja passando por algo dolorido, eu desejo do fundo do meu coração, que a energia da gratidão possa fluir agora, em você, por você!

Um beijo!

Adriana

 

 

 

Adriana Souza é Coach de Corpo e Alma e Especialista em Florais de Bach.